



| O Caráter do Homem é Transformado na Dinâmica do Relacionamente com Deus |
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1ª Parte
Quando Deus chamou Abrão, posteriormente chamado Abraão, sabia que se tratava de um oriental mesopotâmico – região de cultura oriunda do paganismo – de família idólatra, consequentemente com formação social e religiosa alheias aos seus princípios e propósitos. Mesmo assim, estabeleceu a partir dele um plano, no qual incluiu uma aliança, assumindo o risco de vê-lo falhar, como ocorreu anteriormente com Adão. Algumas atitudes do patriarca – tais como trazer o seu sobrinho Ló, desconsiderando que sua chamada implicava não apenas sair da sua terra, mas “da tua parentela”; convencer Sara que mentisse, quando “desceu ao Egito”, dizendo que era sua irmã; aceitar o recurso de Hagar com quem teve um filho, Ismael, certamente não acreditando que a promessa do seu descendente seria um filho nascido da sua legítima esposa, que era estéril e não de uma concubina – faz-nos entender que a origem social e a formação pessoal, associadas à incredulidade, produz alguma coisa no caráter do indivíduo, pois é evidente que Abraão não era de todo obediente, até que o Todo-Poderoso lhe disse: “anda na minha presença e sê perfeito”. Ao exortar Abraão com tal ênfase, o Altíssimo não estava exigindo que ele fosse perfeito por seus próprios méritos, mas que cresse, definitivamente, nas promessas dantes enunciadas e o obedecesse de todo o coração (Confira os Salmos 37.3-6 e 119.9-10), significando que se comportasse como um homem chamado e separado para um fim, correspondendo com a vontade Divina. Ele deveria agir com maturidade. Deveria estar calçado na retidão, na integridade, na fidelidade, para que pudesse refletir um caráter transformado, que é bem ao contrário daquele que se conformava com a natureza pecaminosa.
Acerca disso, tempos depois escreveu o Apóstolo Paulo: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo”.
AO LONGO DA HISTÓRIA
Nas biografias dos personagens bíblicos, particularmente daqueles que forma distinguidos pelo Senhor, consta que todos cometeram erros, se arrependeram e foram perdoados. Isso não significa que suas falhas sirvam de exemplos a serem imitados ou que assim procederam por viverem em contumazes depravações, pois, é notório que eles fizeram o melhor de si para agradar a Deus. Por isso testificaram de sua grandeza, vivendo em santidade. “Todos estes morreram na fé. Não alcançaram as promessas. Viram-nas de longe a as saudaram. E confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra”, Hb. 11:13. Esse texto nos faz entender que foram desafiados por Deus e submetidos à provação, para cumprirem missões sublimes específicas que somente são confiadas a poucos escolhidos, “pois Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade”, Fp. 2:13.
Copilado Manual do Obreiro Ano 28 – nº32
Pr. Dário José Stein Pr. Presidente Mais Artigos
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