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Conquanto não se possa afirmar que Jesus fosse propriamente um reformador social, é claro que seus ensinos e atitudes produziram as maiores reformas sociais da história. À medida que seus ensinamentos foram permeando a vida humana, iam fazendo o povo ver que certos males eram grandes erros e desvios e que deviam ser abolidos. Assim, indiretamente, mais que diretamente, o Mestre desencadeou os maiores movimentos reformadores da sociedade humana, sendo este de fato o melhor processo para se conseguir tal finalidade. A emancipação da mulher, o reconhecimento dos direitos da criança e a ênfase sobre o valor da pessoa humana, sem olhar para cor de sua pele, foram até certo ponto movimentos de reforma que se inspiraram positivamente nos ensinamentos de Jesus. Temos progredido bastante para derribar por terra o espírito de classe e de casta, ajudando gente de todas as classes e cores a se tratarem como irmãos. Até mesmo guerras mundiais nivelam diferenças e unem grupos heterogêneos. Mas os ensinos do Mestre também estimularam a inauguração de certas reformas sociais bem definidas. A Reforma se fez, em sua maior parte, por causa do reconhecimento dos direitos do indivíduo e do desejo de acabar de vez com a tutoria da Igreja sobre o Estado, de modo que este pudesse livremente pensar e agir por si. A escravatura foi abolida só depois que William Lloyd Garrison, Harriet Beccher Stowe e outros mais salientaram o valor que a Fé Cristã dá à liberdade humana, e então o sentir do povo subiu a tal ponto que a civilização já não mais pôde tolerar que um indivíduo escravizasse outro. A proibição de bebidas alcoólicas veio depois que professores de Escolas Bíblicas Dominicais deram por toda uma geração lições trimestrais sobre a temperança, e então a humanidade percebeu que aquilo que prejudica o corpo rebaixa também a alma; e, daí, se responsabilizou a sociedade por colocar a tentação no caminho de seus cidadãos. Uma organização eficiente para a paz mundial será verdadeira realidade, não através de diplomatas e políticos reunidos ao redor de uma mesa de paz, e, sim, através de mestres cristãos que em todas as pátrias formem, nas classes de Escolas Bíblicas Dominicais e nas escolas públicas, cidadãos que compreendam e pratiquem a sacrossantidade da vida humana. Cada grande movimento reformador se tem inspirado nos ensinos do Mestre dos mestres. Aquilo que foi verdade no passado continuará a sê-lo no futuro. A proibição da fabricação e da venda de bebidas alcoólicas voltará a ser lei e será uma coisa efetiva quando os professores de Escolas Bíblicas Dominicais tiverem formado uma geração de votantes saturados pelo glorioso ideal da temperança. Os abusos do Estado contra os direitos individuais, nas questões econômicas, acabarão em definitivo quando os cidadãos compreenderem que sua liberdade está perigando. E a imoralidade só será conjurada quando os mestres chamarem a atenção do povo para seus grandes males e para a necessidade de pureza na vida. Como disse W. J. Bryan: "A carta da liga das nações (das Nações Unidas) não valerá o papel em que foi escrita, se não se inspirar no espírito de Cristo." Price, J. M. A Pedagogia de Jesus; o Mestre por excelência. Tradução do Rev. Waldemar W. Wey – 3ª edição Rio de Janeiro – RJ – JUERP – 1980 Pág. 98 e 99. Pb. José Felipe Brombatti Superintendente EBD Mais Artigos: |